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sábado, 25 de fevereiro de 2012

Sobre BISMARCK parte 2

Trabalhava-se em grupos de dois: um oficial e um marinheiro. Equipados com cubos, desciam ás entranhas do navio apenas com um tubo que lhes permitisse respirar e uma luz de segurança com que se orientar.
A tripulaçao formava uma fila, que ia passando de um a outro os cubos com o combustivel. Na coberta superior, o líquido escuro era transferido a pequenos barcos amarrados ao Bismarck.
O trabalho demorou horas em ser concluído e o cansaço começava a se notar. Cada vez mais o combustível deixava de chegar aos barcos para ser vertido em qualquer lugar ao longo do caminho. O calor e o árduo trabalho afetavam visivelmente a tripulaçao. Transcorridas 24 H, finalmente os depósitos estavam limpos e reluzentes.Era chegado o momento de enchê-los com novo combustível.
OS PLANOS DO ALMIRANTE
No dia 13 de maio, o almirante Lutjens, chefe da frota, e o seu Estado Maior, integrado por 80 homens, embarcaram no Bismarck. Cinco dias depois, Lutjens passava em revista a tripulação do Prinz Eugen, o cruzeiro pesado que acompanharia o Bismarck na "Operação Rheinubung" e que, depois, voltaria ao seu navio insígnia e colocaria os capitães dos navios, Ernst Lidemann e Helmuth Brinkmann, a par dos planos.
Alguns meses antes, o superior de Lutjens, o grande almirante Erich Raeder (comandante-chefe da Marinha), já tinha informado dos pontos destacados da operação, altamente secreta: os enormes navios deviam atacar os comboios no Atlântico e afundar os navios mercantes de abastecimento. Mas, por mais factível que fosse a teoria, na prática surgiram vários problemas que atrasaram o começo da operação.

O GRANDE ALMIRANTE
Erich Raeder nasceu em 1876 e ingressou na Marinha alemã em 1894. Durante a I Guerra Mundial serviu como oficial do Estado Maior no Ministério da Marinha. Chegou mais alto da sua carreira profissional ao ser nomeado Grande Almirante por Hitler em 1939. Depois de que os seus ambiciosos planos de guerra naval fracassassem, aposentou-se em 1943. Foi condenado à prisão perpétua por crimes de guerra pelo Tribunal de Nuremberg dada a sua responsabilidade como comandante-chefe da Marinha e pelo seu compromisso ideológico com o nazismo

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